Motivação procura-se!

A motivação (ou a falta dela) é, muitas vezes, a origem de desistências no mundo do desporto em geral e da corrida em particular. Todos nós conhecemos alguém que desistiu após a primeira corrida ou depois de um ano de prática; corredores experientes e inexperientes já foram assaltados pelo inexplicável e persistente desejo de arrumar as sapatilhas.

Sabendo que não existe uma fórmula mágica para mantermos a motivação elevada, é natural questionar o que move tantos atletas em direcção aos seus objectivos, como é que conseguem manter-se motivados?

Existem dois tipos de motivação: a motivação intrínseca ou auto-motivação e a motivação extrínseca ou externa.
A auto-motivação está directamente relacionada com o próprio atleta e envolve factores de saúde, desejos pessoais, disposição, factores psicológicos, etc.; a motivação externa advém de factores como o local do treino, a utilização de música, a presença de companhia no treino, o acompanhamento por treinador, etc.

Muitas vezes, a motivação externa obtém importantes resultados imediatos, mas não se revela suficiente para fidelizar o atleta à prática desportiva. É a motivação intrínseca que se revela a mais eficaz a longo prazo; é quando o atleta está consciente dos seus objectivos e da necessidade dos treinos para os atingir que a motivação se mantém mais constante. Em qualquer caso, é uma combinação de factores de auto-motivação e de motivação extrínseca que parece ser o cenário ideal para a continuidade na prática desportiva.

Uma estratégia concreta para trabalhar a motivação passa pela definição de objectivos de curto/médio prazo. Estas metas são desenhadas de forma a que o atleta as consiga alcançar, ou seja, devem ser objectivos realistas mas desafiantes, que se transformem em combustível para a motivação global.

A integração do atleta em grupos de treino é outra das medidas motivacionais mais comuns. Mas é importante que o o grupo seja constituído por pessoas com as quais o atleta se identifique e que apresentem objectivos semelhantes. Ou seja, o processo de integração do atleta num grupo de treino pode ser uma experiência tão frustrante quanto motivadora e esse resultado depende de uma boa análise prévia do grupo, sua composição, modo de actuação, tipo de actividades, etc.

Uma nota ainda à importância do registo de resultados: é apenas com a análise de performances passadas que o atleta ganha percepção da sua evolução. As aplicações de telemóvel e sistemas de registo ganharam uma posição fundamental entre as ferramentas de motivação e gestão de expectativas do atleta.

A inscrição em eventos desportivos, mesmo que seja com um objectivo fundamentalmente recreativo, é também um instrumento excelente para aguçar a capacidade de concentração e foco do atleta, procurando criar condições para que o atleta possa superar os limites.

Novas paisagens, novas pessoas, novas perspectivas são todas factores de motivação. A escolha de diferentes locais de treino evita a monotonia dos dias e propõe pequenos desafios para o dia-a-dia. Também a utilização de música durante o treino funciona como motivação para muitos corredores, que utilizam o ritmo para marcar passo ou, simplesmente, para se abstraírem da sensação de esforço.

Cada atleta encara a prática desportiva de forma pessoal e o que funciona para uns pode não ser adequado a outros. Importante é que existam estratégias de motivação em curso para que o atleta possa usufruir da prática desportiva e cumprir as tarefas a que se propôs.

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